Pessoal que Visitaram o Blog
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Deus ex machina
Em momentos que o povo está desanimado com o seu país, é necessário um “herói”, um circo, para pelo menos compensar o pão que falta, e dar esperanças àqueles que achavam que esta estava, há muito, perdida. Esse é o caso do corredor ugandês Stephen Kiprotich, que levou a estimada medalha ouro a seu país nas olimpíadas de 2012, em Londres.
Para entender por que essa conquista é tão importante para Uganda, primeiro temos de analisar os seus dados: país africano com aproximadamente 32 milhões de habitantes, a Uganda obteve a independência da Inglaterra em 1962, mas mesmo assim ela não se tornou um país com boa qualidade de vida. Apresentando IDH de 0,422 e PIB per capita de US$ 936, esse país é um dos piores do mundo para se morar.
Analisando essas informações, percebemos o motivo pelo qual os ugandeses tem toda a razão para não estarem satisfeitos com seu país, afinal, foram séculos de miséria sem nenhuma perspectiva de mudança. Mas eis que surge, como uma luz no fim do túnel, Stephen Kiprotich. Contrariando expectativas, o “Flash” da África conquistou a medalha de ouro na maratona masculina, levando assim pelo menos um motivo para o povo de Uganda comemorar. Não que essa medalha vá se transformar em hospitais, escolas, bancos e tudo o mais que a Uganda precisa. Mas pelo menos ela mostra aos ugandeses que, assim como Stephen Kiprotich, eles podem contrariar expectativas, conquistando respeito para o seu país, já tão desestimulado.
G3 – Lucas Cauê
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário