Pessoal que Visitaram o Blog

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

IMPORTÂNCIA DO RECÔNCAVO PARA A COMUNIDADE AFRO-BRASILEIRA


O Recôncavo baiano é uma região brasileira de enorme influência africana. Para ali foram trazidos milhares de escravos, sobretudo para trabalharem na produção de cana-de-açúcar.

A região foi o berço do samba brasileiro, tendo sido o lugar onde, por volta de 1860, teriam surgido as primeiras manifestações do samba de roda, gênero musical recentemente proclamado como Obra Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela UNESCO, e por volta de 1650 da capoeira.

Na cidade de Cachoeira, uma manifestação cultural revela o sincretismo que ocorre no Brasil, principalmente na Bahia, que é a Irmandade da Boa Morte, unindo os cultos católicos e das religiões afro-brasileiras. A Irmandade da Boa Morte em Cachoeira tornou-se de grande relevância por toda a trajetória da cidade e pelo próprio significado histórico-cultural que este movimento tem, uma vez que, este surgiu em plena efervescência do escravismo no recôncavo da Bahia. Cachoeira apresenta desde seus primeiros povoamentos por volta da segunda metade do século XVI uma importância histórico-cultural para a composição do patrimônio material e imaterial da Bahia e também do Brasil. Durante seus anos de prosperidade, Cachoeira alcançou e sustentou sua opulência diante do principal centro político que era a “Cidade da Bahia”, hoje capital do Estado.

Por: Carolina Fiaes e Nauan Aguiar 

DIÁSPORA AFRICANA


Diáspora africana — também chamada de Diáspora Negra — é o nome que se dá ao fenômeno sociocultural e histórico que ocorreu em países além África ao final do século XIX, de africanos (em especial africanos de pele escura chamados pela cultura ocidental de negros ou afros descendentes).
Os negros escravizados naquela época não tinham direito de se integrar na sociedade, direito como seres – humanos e não podiam constituir uma família, eles só se encontravam entre si em rituais festivos e cerimoniais escondidos que aconteciam nas senzalas ou no sentimento libertário de revolta que ocorria no sul.

Na época dos colonizadores, diversos negros foram escravizados e enviados ao Brasil através do trafico negreiro, com o passar do tempo eles acumularam riquezas e compraram as cartas de alforrias, começando um novo processo de emigração para os seus países de origem, uma diáspora, porém em alguns lugares, não houve um bom relacionamento entre os nativos e os imigrantes, os afro-brasileiros adquiriram um pouco da cultura européia.

Um exemplo retirado do site Revista de História:

“O melhor lugar para os libertos africanos e seus descendentes livres, residentes no Império do Brasil, irem e fundarem uma cidade é o lugar chamado Cabinda, no Sudoeste da África, porque os nativos daquele lugar tiveram, ao longo dos anos, o desejo de adquirir civilização européia”.
O trecho acima não é obra de algum governante branco europeu planejando o destino dos negros alforriados. Trata-se de uma carta escrita em 1851 por um ex-escravo e endereçada às autoridades britânicas. Joaquim Nicolau de Brito pleiteava, para si e para uma centena de outros libertos, a oportunidade de viajar de volta à África e lá empreender uma nova colonização, inspirada em formas “civilizadas” de governo.

O grupo queria instalar-se em Cabinda, no litoral da atual Angola, e dedicar-se ao cultivo de produtos agrícolas para consumo e exportação. Com os lucros do trabalho, seus integrantes pagariam o investimento feito em sua viagem.



GRUPO:
Juliana Pombo

Matheus Ché
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1spora_africana

quinta-feira, 26 de julho de 2012

QUILOMBO DO KALABARI (CALABAR)


O bairro Calabar é constituído pela classe popular, trazendo, consigo, uma história de organização e resistência do povo negro para permanecer em um local nobre da cidade. 

Segundo o historiador Cid Teixeira, alguns escravos trazidos de uma região da África, chamada de Kalabari (atual Nigéria), se refugiaram e construíram um Quilombo (Quilombo dos Kalabari) onde, hoje, está o bairro do Calabar.

A partir do final de 1960, o bairro observa um crescimento grande com a chegada dos imigrantes da zona rural e de famílias inteiras expulsas de outros locais da cidade pelo poder público. Neste momento, ocorre o fortalecimento e a organização de grupos do bairro para reivindicarem direitos básicos como: moradia, saúde, educação, com destaque para o grupo de Jovens Unidos do Calabar - JUC. O Calabar está localizado entre os bairros do Jardim Apipema, Ondina, Alto das Pombas e Avenida Centenário.






Grupo:
Beatriz Viana
Fernanda Tourinho
Helena Pamponet
Mariana Rios
Pedro Argollo

terça-feira, 3 de julho de 2012

DICA DE FILME - DIAMANTE DE SANGUE



Dirigido por Edward Zwick
Elenco: Leonardo DiCaprio Djimon Hounsou Jennifer Connelly
Gênero: Drama/ aventura




SINOPSE:

Tendo como principal o caos e a guerra civil que dominou Serra Leoa, África, na década de 1990, Diamante de Sangue conta a história de Danny Archer, um ex-mercenário do Zimbábue que contrabandeava os diamantes de sangue (usados para financiar a compra de armas para a guerra), e Solomon Vandy, um pescador da etnia Mende. Ambos são africanos, mas suas histórias e circunstâncias de vida são totalmente diferentes. Danny Archer é branco e Salomon, um humilde pescador negro da etnia Mende. Até que o destino os reúne numa busca para recuperar um raro diamante rosa, o tipo de pedra que pode transformar uma vida... ou acabar com ela.

TRAILER:


sexta-feira, 22 de junho de 2012

MUSEU DE MARTIN LUTHER KING JR.


Martin Luther King Jr. National Historic Site (marco histórico dedicado a Martin Luther King Jr.), no distrito de "Sweet Auburn", está aberto o ano todo e oferece visitas à casa onde nasceu MLK Jr.; o túmulo de Martin Luther King Jr. e sua esposa Coretta; e a Igreja Batista Ebenezer, onde três gerações da família King costumavam pregar. Uma visita guiada por GPS com dezesseis pontos de interesse discute a vida e luta de Martin Luther King Jr. pelos direitos humanos;







DICA DE FILME - TIROS EM RUANDA


Tiros em Ruanda
Dirigido por Michael Caton-Jones
Com John Hurts, Hugh Dancy, Steve Toussaint
Gênero Drama




SINOPSE:

Ruanda. Durante 30 anos, o governo de maioria Hutu perseguiu a minoria Tutsi. Pressionado pelo ocidente, o governo aceitou dividir o poder com os Tutsis, mesmo contra a vontade. Porém em 6 de abril de 1994 tem início um genocídio, que mata quase um milhão de pessoas em apenas 100 dias. Neste contexto um padre inglês e seu ajudante tentam fazer o que podem para ajudar a minoria Tutsi, mesmo tendo a opção de partirem para a Europa.


TRAILER


OS AMERICANOS E O TRAFICO NEGREIRO (HISTÓRIAS DE UM PAÍS ESCRAVOCRATA)

Os Americanos e o Tráfico Negreiro (Histórias de um País Escravocrata)

Slave Ship Alabanoz

O que acontecia então era que muitos navios negreiros viajavam com dois ou mais registros nacionais, e dependendo de quem os parasse, poderiam alegar ser do país mais conveniente.
Agora, uma historinha tirada do magistral O Engenho, de Fraginals:
Em 1839, os negreiros Eagle e Clara, navegando sob a bandeira norte-americana, foram abordados pelo cruzador britânico Buzzard. Quando ficou comprovado que ambos os navios não eram norte-americanos, e sim espanhóis, as tripulações foram levadas à Serra Leoa, julgadas e condenadas.
Agora vem a parte boa. O governo norte-americano, que aparentemente não tinha nada a ver com a história, apelou da sentença, alegando que ambos os navios foram abordados quando não se sabia que eram, na verdade, espanhóis. Ou seja, o cruzador britânico tinha violado a sacrossanta proteção da bandeira norte-americana. A ação da Marinha Inglesa colocava assim em perigo todas as embarcações norte-americanas, que poderiam ser arbitrariamente abordadas para comprovar se eram realmente norte-americanas ou não.
A ação durou anos, os negreiros acabaram absolvidos e o governo norte-americano ainda foi indenizado. God bless America.
* * *
Alguns dos meus livros preferidos e mais recomendados sobre raça e escravidão no Brasil. Compre clicando aqui pelo blog e ajude um estudante falido:

  Defeito de Cor, Um      Ser Escravo no Brasil
  Escravos, Os  Abolicionismo