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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

A IMPORTÂNCIA DE ZUMBI PARA A COMUNIDADE NEGRA BRASILEIRA



Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Por: Yuri de Sá e Vitória

ANGOLA

    


ANGOLA, ECONOMIA:

Diferente do olhar malicioso de diversas pessoas sobre países africanos será apresentado aqui uma visão geral de um dos países da África, que se encontra em um estado de progressão social e econômica, a Angola.
A Angola é hoje um dos países com uma das mais dinâmicas economias globais, contendo uma grande diversidade de recursos naturais, tais como petróleo, gás natural, cobre, fosfato, diamante, zinco, alumínio, ouro, ferro, silicone, uranio, feldspato, dentre outros. Durante os últimos cinco anos a economia angolana registou um rápido crescimento na média de 18% por ano, sendo a produção petrolífera, a principal causa desse crescimento econômico.
A política econômica adotada pelo governo angolano, também propicia essa alto crescimento, tendo altos incentivos fiscais ao investimento produtivo, e leis que auxiliam na evolução da economia nacional.

ANGOLA, CULTURA:

Quando nos referimos sobre cultura angolana, não devemos limitar nosso crer apenas em religião, dança, máscaras africanas ou artigos artísticos, a Angola vem crescendo muito em relação à literatura, temos como vista um grande escritor de lá, Mia Couto. Vemos por entender que, escolaridade também faz parte da cultura, e a Angola vem crescendo muito em relação cultural, ela possui escolas que muitas vezes são bem superiores a escolas do Brasil. A música de Angola vem também conquistando o mundo a fora, com realizações de concertos no exterior, que é considerado por Lina Alexandre, uma grande cantora angolana, como um passo fundamental para a internacionalização da música angolana.

ANGOLA, POPULAÇÃO:

A Angola possui uma população de 21 milhões de habitantes, tendo mais de 50% de sua população vivendo em Luanda, (capital de Angola) em suas províncias e áreas urbanas, o governo preocupa-se com a distribuição por todo o seu território, disse também que o ritmo de crescimento da população é de três por cento ao ano. Entretanto a coordenadora do departamento de estatística do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Margarida Lourenço, afirmou que Luanda registou, em 2010, a maior densidade populacional por quadrados de Angola. De acordo com Margarida Lourenço a província de Luanda alcançou, nesse período, a cifra de mil 271 habitantes por cada quilómetro quadrado, tendo sido considerada uma cidade "super povoada”.

GRUPO 2:
Arthur Martinez
Igor Radel
Nina Bahia
Maria Manuela
Matheus Vallejo
Gabriela

ÁFRICA DO SUL

CULTURA:

A cultura da África do Sul é influenciada pela diversidade cultural existente no país. Ela não se resume apenas a musica e culinária, mas também ao esporte, com a seleção sul-africana campeã de Rugby em 1995 e 2007 e o país sediando o mundial de futebol em 2010, a literatura que teve dois autores (J.M. Coetzee e Nadine Gordimer), ganhadores do premio Nobel da Literatura, e até no cinema com uma atriz sul-africana naturalizada americana, campeã do Oscar grande premio do cinema mundial.


ECONOMIA:

Diferente do que muitas pessoas pensam sobre a economia da África do Sul, a economia do país é considerada pela ONU como média e tem uma bolsa de valores classificada entre as vinte melhores do mundo. A concentração dos recursos econômicos sul-africano, esta em quatro cidades: Cidade do Cabo, Port Elizabeth, Durban e Pretória/Johanesburgo. Mas fora dessas quatro cidades, a pobreza e o desemprego na África do Sul ainda prevalece e as medias de desemprego são bem parecidas com a do Brasil. Outro problema da África do sul é a epidemia de AIDS que esta crescendo muito no país deixando a população consequentemente sem emprego.


POPULAÇÃO:

A população sul-africana possui pouco mais de 44 milhões de habitantes com uma densidade populacional de 36,35 hab./km2. Com uma expectativa de vida de 42 anos (considerada baixa), a África do Sul tem o índice de desenvolvimento humano de 0,678 e uma população dividida entre negros que representam 76% da população, os brancos 11% da população e o restante das etnias representam 13% da população. Estima-se que em 2025, a população sul-africana diminua para 35 milhões devido a uma epidemia SIDA, que vem se espalhando no território da África do Sul.

GRUPO 4:
Joel Luis
João Pedro
Marriane Sofia
Enrico Madejsky
Luana Araújo
João Victor

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

QUILOMBO DO KALABARI (CALABAR)

O bairro Calabar é constituído pela classe popular, trazendo, consigo, uma história de organização e resistência do povo negro para permanecer em um local nobre da cidade. 


Segundo o historiador Cid Teixeira, alguns escravos trazidos de uma região da África, chamada de Kalabari (atual Nigéria), se refugiaram e construíram um Quilombo (Quilombo dos Kalabari) onde, hoje, está o bairro do Calabar.

A partir do final de 1960, o bairro observa um crescimento grande com a chegada dos imigrantes da zona rural e de famílias inteiras expulsas de outros locais da cidade pelo poder público. Neste momento, ocorre o fortalecimento e a organização de grupos do bairro para reivindicarem direitos básicos como: moradia, saúde, educação, com destaque para o grupo de Jovens Unidos do Calabar - JUC. O Calabar está localizado entre os bairros do Jardim Apipema, Ondina, Alto das Pombas e Avenida Centenário.




MISCIGENAÇÃO - MÚSICA POR ZÉ POTIGUAR


MISCIGENAÇÃO


Não existe na atualidade nenhum grupo humano racialmente puro. As populações contemporâneas são o resultado de um prolongado processo de miscigenação, cuja intensidade variou ao longo do tempo.

Miscigenação é o cruzamento de raças humanas diferentes. Desse processo, também chamado mestiçagem ou caldeamento, pode-se dizer que caracteriza a evolução do homem. Mestiço é o indivíduo nascido de pais de raças diferentes, ou seja, apresentam constituições genéticas diferentes.
Esses conceitos, porém, são ambíguos, como o próprio conceito de raça. O filho de um alemão e uma sueca, por exemplo, não é considerado mestiço, mas sim alemão ou sueco, conforme o meio em que ocorrer sua socialização. O filho de um alemão e uma vietnamita, ao contrário, será considerado mestiço (eurasiano), seja qual for o meio em que se der sua integração. Popularmente, considera-se miscigenação a união entre brancos e negros, brancos e amarelos, e entre amarelos e negros, ou seja, os grandes grupos de cor em que se divide a espécie humana e que, na concepção popular, são tidos como "raças". Brancos, negros e amarelos, no entanto, não constituem raças no sentido biológico, mas grupos humanos de significado sociológico que o senso comum identifica por um traço peculiar -- no caso, a cor da pele.
Na história do Brasil, a ocorrência da mestiçagem é bastante pronunciada. Esse fato gerou uma identidade nacional singular e um povo marcadamente mestiço na aparência e na cultura.
Os ancestrais indígenas do brasileiro contemporâneo caracterizavam-se mais pela diversidade do que pela homogeneidade, enquanto os portugueses provinham de um processo de caldeamento secular e variado, no qual se destacam contribuições dos fenícios, gregos, romanos, judeus, árabes, visigodos, mouros, celtas e escravos africanos. É difícil precisar a origem dos negros trazidos da África para o Brasil, mas é sabido que provieram de diferentes tribos e nações.
Do século XVI ao XVIII, em aproximadamente 15 gerações, consolidou-se a estrutura genética da população brasileira, com o entrecruzamento de africanos, portugueses e índios. Ainda no período colonial, franceses, holandeses e ingleses tentaram se estabelecer em território brasileiro e deixaram alguma contribuição étnica, embora restrita.
Ao mulato, mestiço de negro e branco, se deve toda a construção da economia litorânea no Brasil, inclusive o desenvolvimento de sua vida urbana. Ao mameluco, resultante das relações entre branco e índio, se deve a penetração para o interior e a marcha para o oeste. A partir do século XIX, acrescenta-se à miscigenação entre os primeiros grupos étnicos a contribuição dos imigrantes italianos, espanhóis, alemães ejaponeses, que também participaram do processo de mistura racial no Brasil.
Os alemães se estabeleceram principalmente no Sul, os italianos em São Paulo, e os espanhóis em todo o país. Isso também contribuiu para que a mistura de povos no Brasil tivesse composição diferente de acordo com a região. De maneira geral, pode-se dizer que predomina no litoral o mulato e, no interior, o branco e vários mestiços. A população é mais índia no Norte, menos branca no Nordeste, mais índia e mais branca no Centro-Oeste e menos negra no Sul. No Sudeste, historicamente a área de maior desenvolvimento, há um pouco de todas as raças.

POVOS NO BRASIL
As três raças básicas formadoras da população brasileira são o negro, o europeu e o índio, em graus muito variáveis de mestiçagem e pureza. É difícil afirmar até que ponto cada elemento étnico era ou não previamente mestiçado.

A miscigenação no Brasil deu origem a três tipos fundamentais de mestiço:
Caboclo = branco + índio
Mulato = negro + branco
Cafuzo = índio + negro

A FORMAÇÃO DO POVO BRASILEIRO


Ao falar da formação do povo brasileiro, é necessário primeiramente considerar que essa é uma história de longa duração e com muitos personagens. Como bem sabemos, o povo brasileiro é marcado pela questão da diversidade. Uma diversidade de cores, fisionomias, tradições e costumes que atestam a riqueza da população que ocupa todo esse território.

Sendo assim, vamos observar rapidamente alguns desses mesmos personagens.
Ao longo da Pré-História, o processo de ocupação do continente americano possibilitou a organização de várias comunidades no interior e na região litorânea. Entre essas culturas mais antigas, podemos destacar a presença da antiga civilização marajoara, ao norte do Brasil, e os chamados povos sambaquis, que se espalharam por diferentes regiões do litoral sudeste e sul.

Avançando no tempo, destacamos a formação das várias comunidades indígenas que se espalharam em pontos distintos do território brasileiro. Não sendo povos homogêneos, mas marcados pela pluralidade, os indígenas se diferem em várias línguas e práticas que, portanto, já faziam parte da população do nosso território. Até o século XVI, eles foram os principais ocupantes desse vasto conjunto de terras e paisagens.

Tudo isso viria a se transformar no ano de 1500, com a chegada dos europeus por aqui. Motivados pelo contexto da economia mercantilista e o desenvolvimento das grandes navegações, os portugueses ocuparam o Brasil com a intenção de realizar a colonização das terras e, consequentemente, explorar as riquezas existentes. Sob o signo da dominação e da adaptação, os lusitanos trouxeram para cá as particularidades de sua cultura de origem e da Europa Cristã.

Ao longo das idades moderna e contemporânea, notamos a chegada de outros povos de origem europeia. Espanhóis, franceses, alemães e holandeses apareceram por aqui buscando disputar as terras que estavam sendo dominadas pelos portugueses. No século XIX, a expansão da economia cafeeira no Brasil e as crises políticas na Europa incentivaram a chegada de vários camponeses e trabalhadores dispostos a ocupar postos de trabalho tanto no campo, quanto nos centros urbanos da época. Em tempos mais recentes, temos de modo semelhante a chegada dos asiáticos.

Muito antes que essa diáspora dos europeus, uma outra diáspora – violenta e injusta – atingiu vários povos de origem africana. Trazidos pelos portugueses, desde o século XVI, vários povos africanos vieram para o Brasil a fim de trabalhar como escravos. Vitimados pela exploração de sua força de trabalho, sofreram com um processo de dominação que também afetou as populações indígenas do território. Ainda assim, deixaram evidentes marcas de sua presença na identidade histórica e cultural do povo brasileiro.

Entre todas essas chegadas, conflitos, desigualdades, acordos e contatos é que enxergamos a complexidade do povo brasileiro. Em um território tão extenso, vemos que a unidade de nossa população não passa de um desejo impossível. Contudo, isso fez com que o povo brasileiro fosse admirado por possuir uma variedade encontrada em poucos lugares desse mundo. Hoje, nosso maior desafio é mediar todas essas diferenças tendo o respeito e a tolerância como norteadores de uma vida de maior justiça e felicidade.

Fonte:http://rerida.blogspot.com.br/2012_03_01_archive.html